Os Sentidos na instabilidade das Coisas do Mundo

para uma alma cada vez menos solar, prazeres noturnos.

via Alien

minha personalidade vai com o vento, amo ficção e biografia é meu tormento. em meu peito, qualquer realismo fantástico, bate mais que um bom romance dramático. escrevo rimando por devoção, pois queria viver de poesia e assumir pelo cordel minha paixão. sem a correspondida consideração mato do roteiro a arte, sempre guardando um improviso à parte. salvo o humor negro com o maior sentimento: nada supera um suspense sangrento. nem mesmo as leituras técnicas que não saem do pensamento.

parei de escrever sobre mim. perdi a lucidez do espelho. precisava sentir uma mudança na ‘própria’ escrita antes. queria precisão para registrar meu equilíbrio, a transformação do meu amor, minha maturidade aflorada, mas nada disso aconteceu. continuo gostando das mesmas coisas, me vestindo e amando do mesmo jeito. por isso só escrevo para outros, sobre os outros ou sobre as coisas dos outros. de um ponto de vista distante e confortavelmente de fora, que não consigo ter de mim.

quem vai colorir os desenhos que escrevo?

fico feliz, daqui. sentido de longe a alegria. mas há quem duvide, e me coloque uma estrela na testa porque não uso seu uniforme.

The Wizard Of Oz

só quando minha vida estiver totalmente desprovida de assuntos,
vou tratar dos seus, tá?

nesses momentos lembram de mim. eu, pouco sobro. choro fácil, me jogo no chão. consumida, queimo. minha pele lúgubre morre no tempo. o morto, todos velam. e eu por enquanto, fico assim: vela.

nos dias mais introspectivos, te condenso. sim, te uso como referência, medidor de tinta, ponto de fuga, luz e sombra. te tenho fonte, forte inspiração. se, estou mais exposta, mais aberta, pego outro. o importante é produzir.

transplantando valores perdidos

Nenhuma palavra é mais desejada do que “oportunidade”. Não há outra, mais divertida, que “mudança”. “Conquista”? É a mais tesão, sem dúvida. E “novidade”? O mais delicioso conjunto de sílabas do universo! Melhor que isso? As quatro juntas, em um mesmo dia. E se... esse dia for “sexta-feira”? O encontro fonético mais esperado de toda santa semana?! Para! Para! Para! Vou “gozar”... e dessa, não dá para falar muito no “depois”, não é?! Só me resta a cara de “satisfação” - termo que não abro mão, e justifica tudo.

Hate/Love from CRUSH on Vimeo.

das coisas que amo (mais ainda). obrigada!

video
um destino, um violão, quatro amigos e uma canção.

do nosso amor sobrou pouco, menos do que se possa escrever.

“Um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar.”
Bukowski


fui ali visitar um rio, volto logo.

das faltas sentidas

me falta escrita quando estou ocupada, priorizando outras coisas, trabalhando demais, dormindo bem, ou mesmo feliz.

semana dos namorados - fechados para arrulhamento.

Fabio Tiburcio
para IASNARA
mostrar detalhes 4 de junho de 2010 2 horas atrás


IMOLAÇÃO

com a
ponta
do lápis

sangro
o dorso
da folha

o que
escrevo
é líquido

palavra
e verbo
coagulados

Fabio Tiburcio

para IASNARA
mostrar detalhes 22:29 (2 horas atrás)
IMOLAÇÃO com a ponta do lápis sangro o dorso da folha o que escrevo é líquido palavra e verbo coagulados

antes do dia, calmaria. hoje às 6h.

Olhares aqui e ali.
Olhares no céu e no chão.
Olhares no que ninguém vê.
Olhares se cruzam.
Olhares se encontram.
Olhares nas cores, nas formas goianas.
Olhares na gente, no chão Goiás.
Olhares que vêem o canto.
Olhares que ouvem o cantor.
Olhares no comer.
Olhares no viver.
Olhares na noite fria, olhares no quente do dia.
Olhares nas mãos que pintam e bordam.
Olhares nas mãos que oram e curam.
Olhares nas mãos de fazer doce e poesia.
Olhares nas criaturas inanimadas.
Olhares nas animadas criações.
Olhares que sentem o clima.
Olhares que denunciam o amor por essa terra que jorra água.
Olhares na vida que exala de galhos mortos.
Olhares que libertam sentimentos.
Olhares que sepultam preconceitos.

Em Goiânia os olhares sem encontram.

não leio, logo não escrevo.

ando meio coagida.

momento lost

Vista Margem Direita do Rio Tocantins - Canteiro de Obras, Usina Hidrelétrica Estreito.

hoje, slightly stoopid. e só.

Cachoeira do Itapecuru, em Carolina Maranhão.
(a chuva muda tudo, até meu pensamento está seis metros dentro d'água)

#blogcarente | risca minha casa com tua gentileza

foi outro dia, mas ainda estamos aqui - e o Maranhão nos abraça.

não posso dizer que me falta, mas ando senhora.

"olhai pro céu, olhai pro chão"
Nando Reis e Marisa Monte em 1994.

prazeres recentes, antigos hábitos

novos caminhos, velhas esquinas

alta madrugada, a solidão ainda incutia nele que havia saudade nela. horas a menos, noutro meridiano, ela dormia bem e sem sonhos.

"Todo mundo provavelmente pensa que eu sou uma ninfomaníaca furiosa, que eu tenho um insaciável apetite sexual, quando a verdade é que eu prefiro ler um livro."


Madonna Louise Veronica Ciccone

"How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?"

virtudes públicas. vícios, também.

a vida inteira se achou muito pouco.
até seu último suspiro,
quando descobriu que era nada.

tanto sono perdido, denuncia o bocejo quase cinco da tarde. copos americanos transbordando o pior café brasileiro. mesmo assim manda outro gole antes do job. dez ou quinze cigarros, agora era fumante de verdade. levanta e senta. se encolhe na cadeira pra não cair. os olhos ardem. a mente ecoa: pense menos, sinta mais. a tela pisca. desconcentra o desconcentramento. outro recado não lido, excluído. parece praga - não rezo mais, mamãe, obrigada! dá uma desculpa pra felicidade, lembra dele um pouco: - ah! aquele louco. se acha tão perdida na pauta. tá tudo confuso e as palavras tão distantes do sentido. salva o rascunho e sai.

sempre abominou teorias e opiniões naquela disciplina que virou seu inferno. após matar quatro meses de aula, reprovou também por falta e pela terceira vez. nos primeiros anos fora duramente perseguido pelo professor que abandonou misteriosamente o curso e da substituta ouvira a ameaça que iria jubilar. isolado e indignado desde a advertência por reagir a agressão verbal de uma colega idosa - na última discussão em sala, sentia-se cada vez mais humilhado e não hesitou dar um fim na injustiça contratando alguém para espancar a professora de ética.

com aquele approach, fidelizar parecia fácil. mas, faltou envolvimento.

sua vida mudou, bastante.


esse bolo delicioso foi presente da linda C.
ai gente, to feliz.
meu pedido é...

aquele pânico de se perceber balzaquiana, que por muito a atormentou, de tão grande amenizou o mergulho na metanóia. vivendo de verdade e finalmente livre da ansiedade, disse, sem medo do clichê: “minha vida começou depois dos trinta”.

recebia feliz cada torpedo. ligava afoito e grato. seu amor só crescia. com ele, ela ganhava pontos e despreocupada gastava seu bônus com o outro. regras da promoção.

Edward Hopper

"tínhamos uma teoria do verdadeiro rumor, segundo a qual se a vida não é tão excitante e romântica como deveria ser, então dizem-se coisas que são falsas porque é melhor que sejam criadas imagens. não importa que não sejam verdadeiras, desde que acreditemos nelas... os sonhos criam a realidade!"

Jarry Hopkins & Daniel Sugerman em Daqui ninguém sai vivo.

"vivendo fácil, com os olhos fechados"

setembro, mês da gata-louca.

"meu ponto G é no ouvido"


F.T.

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o desconhecido,
o inimigo,
o estrangeiro,
sou eu.
só,
me desconheço.
só me reconheço,
no outro.

"verdade, na mais sincera verdade, estamos sentindo e tudo vibra"
C.

no dia do sexo, oferta por tempo limitado: satisfação a pronta entrega.

te mantenho assim, guardado. segredo. por momentos, o nunca vivido e muito do que sei, noutros, parte da vida protegida dos dilemas. o gosto, é pouco. o amo, é muito. te figuro entre os dois, numa calma latente. te pronuncio e te sou verbo. em ti me entendo. em mim te vivo. te respeito, sentimento e te cuspo, no momento. muito doce ou ácido demais, carinho. perfeito, sem o peso das curiosidades, ventilado na órbita ardida do desejo. te sou eu.

se o sentido da vida for aquilo que ainda não foi escrito... preciso de um apontador.

não me aceitar é meu maior dilema, passarei a vida inteira comigo.

o nosso futuro do pretérito agora é passado.



Them Crooked Vultures


- Dave Ghrol, do Foo Fighters, na bateria;
- Josh Homme, do
Queens of The Stone Age, na guitarra e vocal e
- John Paul Jones, o ex-
Led Zeppelin, assumiu o baixo e os teclados.

Se vai existir num futuro distante outro trio mais power, não sei.




Enviada:segunda-feira, 17 de agosto de 2009 14:30:34
Para:iasnara@hotmail.com
Gostou então? Já leu Budapeste né?
Gosta que te escrevam? Posso ser teu José Costa?
Escrever em suas pernas e borrar as ofensas?
Rabiscar tuas coxas e molhar os carinhos?
Derramar o leite e secar na tua boca?
Posso?
Diz que sim?
Posso?
Se não for por você, por mim?

sentidos narcotizados, rara lucidez.
redemoinhos no teu mamilo.
acordo e sonho outra vez.


Não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas. Temos de continuamente de parir nossos pensamentos em meio a nossa dor. Dando-lhes maternalmente todo sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nosso viver. Viver isto significa para nós transformar continuamente em luz e flama tudo o que somos e também tudo que nos atinge. Não podemos agir de outro modo.

Nietzsche

Gostosíssimo. Tinha tudo no lugar. Um cheiro bom. Beijo ótimo. Braço forte. Uma delícia ambulante. Só precisava ter miolos. Mas aí é querer demais.

video
per.pe.tu.amos

[ o filme é o "Shôjo. E a música é o "Crying Room" do Perry Blake]

nele, agora, sentimentos se esvaem como o sangue fácil da punhalada certeira. a fina ironia e o talho profundo. metáforas dilaceram suas vísceras. se nota mais humano do que nunca, são seus últimos segundos, e ainda consegue pensar: se o coração está na cabeça e a mente mente. só preciso morrer de amor, para me sentir vivo outra vez.

dança menina, dança. hoje é sexta.

Vou tentar não dizer só o que eu quero, pois às vezes eu quero apenas aceitar a vida como ela é, e as pessoas como elas são. Se isso conta: como todo mundo, eu quero ser feliz também. Mas a vida é real e de viés, vê só que cilada o amor me armou: Eu te quero (e não queres) como sou. Não te quero (e não queres) como és. Por isso, agora, estou meio triste, o meu querer está longe de poder e o que eu quero está longe de mim. Fazê o quê? Sei que eu quero sempre mais e eu espero sempre mais de ti, do mundo e de mim. Então, se é o que me resta: eu quero. Eu quero imaginar uma lista infinita de coisas que alguns milhões na minha conta poupariam nosso tempo de relacionar e ler. Não! Não! De jeito em maneira não quero só dinheiro. Quero amor sincero, isso é que eu espero. Eu só quero amar. Eu quero o amor. Mas eu quero tudo diferente quando parecer igual. E quero tudo igual se ficar muito diferente. E, é claro também quero coisas simples: Quero ver o sol atrás do muro. Quero um refúgio que seja seguro. Uma nuvem branca sem pó, nem fumaça. Quero um mundo feito sem porta ou vidraça. Quero uma estrada que leve à verdade. Quero a floresta em lugar da cidade. Quero voar de mãos dadas. Aiiii eu quero poesia. Misturar música alheia com meus versos - como fiz agora - e quero que você adivinhe. Eu quero brincadeira. E também eu quero ver você sério. Eu quero ver você não chorar, não olhar para trás, nem se arrepender do que faz. Quero que você cresça. Independente do que aconteça eu não quero que você esqueça: eu gosto muito de você. Eu quero você como eu quero, bem. E eu quero mais. Huuuuuum! Tudo o que quero? Sério! Sério! É todo esse (seu) mistério! Mistério? Será mesmo isso que eu quero? Ah! Quer saber? Já estou melhor. E hoje eu quero sair só. Não demora eu tô de volta. Qualquer coisa vai ver se eu tô lá na esquina – já devo estar! Tchau!

atendendo ao convite do samurai MSM no seu PraOntem.

[ resistência - cabal e involuntária ]
meu coração mudou de casa. eu queimo nesse novo lugar. fibras inflamáveis, sabe como é... precisava de um espaço gladionso para montar o tear dos sentimentos, tramar. me sinto dentro. de início evito abrir janelas, paixões efêmeras sopram forte no átrio da rotina. sujam tudo. e logo empoeiram o lugar. as paredes são novas. o chão firme. tudo intacto. casto contato. apenas disfarço o susto do bombardeio que carrego. nunca nego. minha traiçoeira calma. carma. se acalma. gemelar alma. o novo peito já é morada. vício. ofício. então fabrico. fabrico tapetes, tapetes fabrico. tapetes de fibras simpáticas. fabrico mantas. de tecido estriado fabrico. tudo no tom vermelho-cardíaco. sentidos estocados. dias de produção. e (n)o impulso as fibras entram em disposição. mas, meu já amor mora. se namora e se trabalha, ali. mora assim, mora sim. e é o mesmo, nervoso, autônomo. entregue. a esmo.

os namorados daqui, não são os de lá. mas o amor é sempre cego.

pouso em água limpa - andando em alto (Alto Paraíso GO)

HOMEM - ARANHA

hoje amanheci

atacado de poesia


cachorro que

estranha gato


marimbondo

que ferroa doído


fêmea que protege

a ninhada


homem dotado

de seu animal


instinto

de bicho


desejo de tecer

minha teia


e esperar solene

minha presa


comê-la por

um mês (ou mais)


com a cerimônia

e o ritual


que só as

aranhas tem.



(Fábio Tibúrcio)

A CÉU ABERTO


tudo em você é nu
mina na superfície de sua
pele tudo o que em ti toca

seu corpo é aberto, o
sentimento sem governo,
sua alma, exposta

a vulnerabilidade és tu
vidraça que a pedra
atinge em seu trajeto

expropriando seu corpo,
ferindo seu sentimento,
invadindo sua alma

e uma parte de você,
é um caco de vidro ali
na calçada, onde o céu se
reflete azul e partido

e seu corpo é então aquele
pedaço do firmamento
caído no passeio público

onde três pássaros
são vistos,
voando.

(escrito por Fábio Isaac para Iasnara Amorim)

... você muito antes de mim - ou numa longa noite só num quarto, no velho hotel do mundo, observando uma porta negra, rodeado por pedaços de papel. Morre com grandeza em tua solidão. Velho, eu profetizo a recompensa... fantasmas de uma velha ilusão, fantasmas do amor indiferente - A ofuscante inteligência.


O Lobo da Estepe - Hermann Hesse.

aquele "ROMANCE" ganhou outro corpo.
bastou mudar as fontes.


arte indaco

baladinhas juvenis e torpedos do antigo mundo. um coração querendo pulsar romanescamente diante do amor contemporâneo. neopaixão e suas urgências anacrônicas. novas palavras, para dizer coisas conhecidas. incursões culturais, diferenças, semelhanças, confuso horário, escalas, atalhos e ponte aérea. espera, surpresa. o silêncio reticente precede o beijo. e enfim, no conforto do abraço a cumplicidade da batida gêmea, involuntária e atemporal.

escritor compulsivo,
colecionava rascunhos.
mas tinha suas frustrações,
além da falta de títulos,
sofria com a ausência de conteúdo.

cansada de ser passada pra trás.
resolveu dar o troco, deu um passo à frente.

RPG. Pilates. Yoga. E alongamento passivo. Toda segunda era assim.
O professor até tentava, mas só conseguia deixá-la mais tensa. #140

O Mundo não é todo arco íris e raios de sol. É um lugar muito duro e cruel. E não importa o quão duro você pensa que é, a vida sempre lhe deixará de joelhos - e lhe deixará assim, permanentemente se você permitir. Nem você, nem ninguém bate tão forte quanto a vida o faz. Mas também, não se trata do quão forte você pode bater, se trata do quanto você pode agüentar as pancadas e continuar seguindo em frente. O quanto você pode agüentar, e seguir em frente. Se você sabe qual é o seu valor, vá lá fora e conquiste o que você vale. Mas você tem que estar disposto a sofrer as pancadas. - Rocky Balboa. (dos carinhos da C.)

alice sempre soube das coisas.
alice sempre soube de tudo.

O 0935º da coleção 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

  1. Is This It
  2. The Modern Age
  3. Soma
  4. Barely Legal
  5. Someday
  6. Alone, Together
  7. Last Nite
  8. Hard to Explain
  9. New York City Cops
  10. Trying Your Luck
  11. Take It or Leave It

The Strokes | Is This It - download

"para a correria publicitária".

Já quis ter uma boca hilstiana. Manter do meu “eu” apenas os pensamentos profanos. Escrever sobre os sons que só eu ouço. Abrir mão de tudo, esquecer do mundo e transitar no mato com cachorros de verdade. Hoje sonho uma vida como a de Raduan. Só quero ter galinhas - cagam menos e ainda dá pra comer. Largar de vez os valores pensava ter é a vontade, assim como dá o dedo para algumas figurinhas que fingem me entender e não têm peito nem pra me chamar de inculta.

"Eu não sou você e nem quero ser.

Somos muito diferentes: tenho meus gostos, minhas necessidades e vontades, estilo próprio.

Eu sou você.
Temos muitas coisas em comum.
Conhecemos um mesmo mundo, freqüentamos os mesmos lugares, falamos sobre os mesmos assuntos.

Eu não sou ‘nós’.
Não faço parte deste nem daquele grupo"

C.J.


orgasmos cerebrais e outros espamos, me dai hoje - amém.

REW