para uma alma cada vez menos solar, prazeres noturnos.
Os Sentidos na instabilidade das Coisas do Mundo
me falta escrita quando estou ocupada, priorizando outras coisas, trabalhando demais, dormindo bem, ou mesmo feliz.
Fabio Tiburcio
para IASNARA
mostrar detalhes 4 de junho de 2010 2 horas atrás
IMOLAÇÃO
com a
ponta
do lápis
sangro
o dorso
da folha
o que
escrevo
é líquido
palavra
e verbo
coagulados
| mostrar detalhes 22:29 (2 horas atrás) |
Olhares aqui e ali.
Olhares no céu e no chão.
Olhares no que ninguém vê.
Olhares se cruzam.
Olhares se encontram.
Olhares nas cores, nas formas goianas.
Olhares na gente, no chão Goiás.
Olhares que vêem o canto.
Olhares que ouvem o cantor.
Olhares no comer.
Olhares no viver.
Olhares na noite fria, olhares no quente do dia.
Olhares nas mãos que pintam e bordam.
Olhares nas mãos que oram e curam.
Olhares nas mãos de fazer doce e poesia.
Olhares nas criaturas inanimadas.
Olhares nas animadas criações.
Olhares que sentem o clima.
Olhares que denunciam o amor por essa terra que jorra água.
Olhares na vida que exala de galhos mortos.
Olhares que libertam sentimentos.
Olhares que sepultam preconceitos.
Em Goiânia os olhares sem encontram.
"Todo mundo provavelmente pensa que eu sou uma ninfomaníaca
furiosa, que eu tenho um insaciável apetite sexual, quando a verdade é que eu
prefiro ler um livro."
Madonna Louise Veronica Ciccone
"How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?"
tanto sono perdido, denuncia o bocejo quase cinco da tarde. copos americanos transbordando o pior café brasileiro. mesmo assim manda outro gole antes do job. dez ou quinze cigarros, agora era fumante de verdade. levanta e senta. se encolhe na cadeira pra não cair. os olhos ardem. a mente ecoa: pense menos, sinta mais. a tela pisca. desconcentra o desconcentramento. outro recado não lido, excluído. parece praga - não rezo mais, mamãe, obrigada! dá uma desculpa pra felicidade, lembra dele um pouco: - ah! aquele louco. se acha tão perdida na pauta. tá tudo confuso e as palavras tão distantes do sentido. salva o rascunho e sai.
sempre abominou teorias e opiniões naquela disciplina que virou seu inferno. após matar quatro meses de aula, reprovou também por falta e pela terceira vez. nos primeiros anos fora duramente perseguido pelo professor que abandonou misteriosamente o curso e da substituta ouvira a ameaça que iria jubilar. isolado e indignado desde a advertência por reagir a agressão verbal de uma colega idosa - na última discussão em sala, sentia-se cada vez mais humilhado e não hesitou dar um fim na injustiça contratando alguém para espancar a professora de ética.
aquele pânico de se perceber balzaquiana, que por muito a atormentou, de tão grande amenizou o mergulho na metanóia. vivendo de verdade e finalmente livre da ansiedade, disse, sem medo do clichê: “minha vida começou depois dos trinta”.
recebia feliz cada torpedo. ligava afoito e grato. seu amor só crescia. com ele, ela ganhava pontos e despreocupada gastava seu bônus com o outro. regras da promoção.
Jarry Hopkins & Daniel Sugerman em Daqui ninguém sai vivo.
Them Crooked Vultures
- Josh Homme, do Queens of The Stone Age, na guitarra e vocal e
- John Paul Jones, o ex-Led Zeppelin, assumiu o baixo e os teclados.
Se vai existir num futuro distante outro trio mais power, não sei.
Enviada: segunda-feira, 17 de agosto de 2009 14:30:34 Para: iasnara@hotmail.com
Gostosíssimo. Tinha tudo no lugar. Um cheiro bom. Beijo ótimo. Braço forte. Uma delícia ambulante. Só precisava ter miolos. Mas aí é querer demais.
meu coração mudou de casa. eu queimo nesse novo lugar. fibras inflamáveis, sabe como é... precisava de um espaço gladionso para montar o tear dos sentimentos, tramar. me sinto dentro. de início evito abrir janelas, paixões efêmeras sopram forte no átrio da rotina. sujam tudo. e logo empoeiram o lugar. as paredes são novas. o chão firme. tudo intacto. casto contato. apenas disfarço o susto do bombardeio que carrego. nunca nego. minha traiçoeira calma. carma. se acalma. gemelar alma. o novo peito já é morada. vício. ofício. então fabrico. fabrico tapetes, tapetes fabrico. tapetes de fibras simpáticas. fabrico mantas. de tecido estriado fabrico. tudo no tom vermelho-cardíaco. sentidos estocados. dias de produção. e (n)o impulso as fibras entram em disposição. mas, meu já amor mora. se namora e se trabalha, ali. mora assim, mora sim. e é o mesmo, nervoso, autônomo. entregue. a esmo.
HOMEM - ARANHA
hoje amanheci
atacado de poesia
cachorro que
estranha gato
marimbondo
que ferroa doído
fêmea que protege
a ninhada
homem dotado
de seu animal
instinto
de bicho
desejo de tecer
minha teia
e esperar solene
minha presa
comê-la por
um mês (ou mais)
com a cerimônia
e o ritual
que só as
aranhas tem.
(Fábio Tibúrcio)
tudo em você é nu
mina na superfície de sua
pele tudo o que em ti toca
seu corpo é aberto, o
sentimento sem governo,
sua alma, exposta
a vulnerabilidade és tu
vidraça que a pedra
atinge em seu trajeto
expropriando seu corpo,
ferindo seu sentimento,
invadindo sua alma
e uma parte de você,
é um caco de vidro ali
na calçada, onde o céu se
reflete azul e partido
e seu corpo é então aquele
pedaço do firmamento
caído no passeio público
onde três pássaros
são vistos,
voando.
(escrito por Fábio Isaac para Iasnara Amorim)
O Lobo da Estepe - Hermann Hesse.
colecionava rascunhos.
mas tinha suas frustrações,
além da falta de títulos,
sofria com a ausência de conteúdo.
RPG. Pilates. Yoga. E alongamento passivo. Toda segunda era assim.
O professor até tentava, mas só conseguia deixá-la mais tensa. #140
O 0935º da coleção 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer
- Is This It
- The Modern Age
- Soma
- Barely Legal
- Someday
- Alone, Together
- Last Nite
- Hard to Explain
- New York City Cops
- Trying Your Luck
- Take It or Leave It
The Strokes | Is This It - download
orgasmos cerebrais e outros espamos, me dai hoje - amém.

























